quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Pesquisa elaborada pelo WTTC e pela Oxford aponta caminhos para o crescimento da atividade no Estado de Santa Catarina.

Boas perspectivas para o Turismo de Santa Catarina.
O Conselho Mundial de Viagem e Turismo voltou a se reunir em Florianópolis. Nesta quinta-feira (29), a comissão da 9ª Conferência Global de Turismo e Viagens, realizada em maio na capital catarinense, apresentou um balanço do evento em Santa Catarina e os resultados da pesquisa sobre o impacto econômico do setor no Estado. A pesquisa foi feita pelo WTTC em parceria com a Oxford Economics.
O estudo, que analisa Santa Catarina como um país, contém elementos sobre o potencial de crescimento do PIB do setor de viagens e turismo, da criação de empregos, do investimento de capital, das exportações e sobre os gastos governamentais. A análise também aponta perspectivas futuras para o setor no Estado e faz um panorama das tendências atuais.
Presidente do WTTC, Jean Claude Baumgarten disse, em sua apresentação, que Santa Catarina é um dos estados brasileiros com economia mais avançada e muito diversificado, tanto na indústria como na agricultura. A riqueza em atrações naturais, a diversidade étnica, os elevados indicadores sociais e a baixa criminalidade também são pontos de destaque da pesquisa, que tem entre as principais conclusões o grande potencial do Estado em destinos turísticos a ser explorado. Jean Claude também destacou o enorme interesse da mídia nacional e internacional no setor. “A conferência realizada em Florianópolis colocou Santa Catarina em mais de 230 veículos de todos os lugares do planeta. Conseguimos construir uma imagem do Estado perante o mundo”, comemora.
O Governador do Estado, Luiz Henrique da Silveira, chamado de visionário por Baumgarten, defendeu a remoção dos obstáculos gerados pela insegurança jurídica. “O investidor precisa saber que não será embargado”, justifica. Nesse sentido, o Secretário de Turismo, Cultura e Esporte, Gilmar Knaesel, também afirmou que a burocracia às vezes retarda os resultados, no entanto, “nos últimos anos evoluímos em serviços, acomodações, equipamentos para trazer o turista nacional e internacional a Santa Catarina”.
Uma das recomendações do Conselho, ao Governo, foi que se criasse uma marca forte e definida para promover o turismo de Santa Catarina em todo o mundo. De acordo com Knaesel, já foi realizada a contratação de uma empresa internacional especializada para criar o plano de marketing para o fortalecimento do setor. “A contribuição deste relatório para o Estado é imensa. Temos nas mãos um dado real, estatístico e preciso, que mostra e dá diretrizes para um novo momento. Sem ‘achismos’, podemos reforçar o que está certo e corrigir os erros”, explicou.
“Não vendam apenas uma Santa Catarina, vocês têm muitas”, parafraseou o Secretário de Articulação Internacional do Estado, Vinícius Lummertz, em referência a uma das recomendações do Conselho. O Secretário explicou o início do desenvolvimento da marca e comemorou a oportunidade de Santa Catarina se revelar para o mundo como um mérito desta gestão atual.
Perfil dos turistas
De acordo com a pesquisa, Santa Catarina geralmente recebe bem sua clientela. 77% dos turistas repetem a visita, o que representa uma elevada taxa de fidelidade. A satisfação pode ser atribuída às altas notas que os visitantes dão a todos os aspectos de sua estadia, como acomodação, infraestrutura, serviços, transporte público, sinalização e limpeza.
O turista que visita Santa Catarina viaja com a família, na maioria das vezes. Viajantes sozinhos são incomuns. A pesquisa destacou que famílias com recursos mais modestos agora estão tendo mais condições de viajar.
Menos de um terço dos visitantes recorre a hotéis: 7% ficam em pousadas (ao alcance do orçamento de segmentos do mercado médio), 37% se hospedam em residências de amigos ou familiares, 9% alugam um imóvel e 8% possuem uma propriedade para férias.
Dados da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis (ABIH) mostram que cerca de 40% do total da capacidade hoteleira do Estado se encaixa no padrão de mercado médio, ou seja, econômico.
Fonte – Fábrica de Comunicação.

1 comentários:

Anônimo disse...

Faço parte dos 77% que foi a SC, gostou e voltou...

marcos, porto alegre

www.clicrbs.com.br/viajandodecarro

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