Santiago e Viña del Mar
Agora são 06:20 da manhã em Santiago. Esta madrugada está muito fria aqui. Neste momento estou escrevendo do aeroporto de Santiago enquanto aguardo meu vôo para Ilha de Páscoa que sai ás 08h. Farei um vôo um pouco cansativo, em média de 6 horas sobrevoando o Pacífico e só. Lá embaixo, só água. Vou tentar aproveitar para dormir já que estou “virada” pois quis aproveitar bem meu último dia completo e última noite com meus novos amigos. Ontem realmente foi um dia e uma noite surreal.
Pela manhã acordei bem cedinho, tomei meu café e fui ao Cerro San Cristóbal para aproveitar o lindo dia que estava fazendo. Chamei o Romillo, o motorista da van que nos levou á um restaurante outra noite e como meu tempo estava apertado segui bem rapidinho.
Combinei com ele que iria fazer a subida de funicular e a descida de Teleférico. Ele iría me aguardar na saída do teleférico. Combinamos uma hora e meia de Cerro, acreditava realmente que sería suficiente. Humpf! Como se eu não me conhecesse…
A subida de Funicular é muito divertida. O Funicular é uma espécie de trenzinho aberto onde podemos admirar bem o visual durante a subida. Balança pouco, e como ficamos de pé, a possibilidade de tirar fotos muito bonitas é ainda maior.
Chegando lá no topo do Cerro me deparei com uma paisagem que não tenho como descrever. É simplesmente fantástico! A Cordilheira dos Andes envolvendo a cidade com seus picos nevados é um visual de tirar o fôlego.
Chegando lá, fui logo puxando conversa com o vendedor de uma lojinha de artesanatos que me explicou que nos finais de semana os moradores de Santiago sobem o Cerro para relaxar. Alguns vão de bicicleta, outros sobem de teleférico ou funicular. Realmente estava lotado de famílias, muitas crianças alegres e suas bicicletas. Parecia um comercial de margarina. Tudo tão perfeito, tão lindo… ai, ai, inspirador.
Segui minha “exploração de território”. Subindo um pouco encontrei a imagem da Santa Imaculada. Uma construção enorme no topo do Cerro protegendo os Santiaguinos. Neste momento não pude conter minha emoção. Me senti tão privilegiada de estar ali, de ter tido a chance de conhecer pessoas tão boas nesta viagem e ter tudo correndo tão bem.
É claro que só tinha á agradecer. Durante o caminho até o santuário existe uma capela, e um imenso jardim em vários níveis diferentes muito bonitos e floridos. Uma graça mesmo. Ao fundo podemos ouvir bem suave canções sacras e isso nos leva á uma espécie de transe. Ficamos muito envolvidos com aquele clima. Todos ali presentes estão visivelmente emocionados. O povo de Santiago é muito religioso. Aliás, o Chile é um país muito religioso composto em sua grande maioria de católicos.
Passado um longo período me preparei para descer pelo teleférico e me encontrar com Romillo para voltar rapidamente ao hotel para trocar de roupa e buscar o meu grupo de amigos (maravilhosos) no outro hotel e seguir para um passeio á Viña del Mar e Valparaiso.
Depois de todos reunidos, seguimos em direção á Viña e Val. No caminho como já era de se esperar, muita bagunça. Mais uma vez eu vou mencionar que uma turma de colegial estava mais quieta do que nosso grupo.
No caminho passamos por vários lugares bonitos e paramos em alguns para tirar fotos. Fizemos uma visita rápida á Valparaíso que vem á ser uma cidade que cresceu para os morros. Valparaíso foi o primeiro porto por onde as coisas chegavam no Chile. Como a cidade fica “na beira” do Pacífico, não havia para onde crescer. Então foram subindo os morros e construindo suas casas por lá. É uma cidade pequena e de aspecto velho.
Alguns moradores me disseram que a cidade já foi mais bem cuidada e mais alegre e que hoje parece que ela foi esquecida e ficou “de lado” pelos governantes.
Logo depois seguimos para Viña del mar. esta sim, uma cidade mais jovem, mais bonita, cheia de vida e muito alegre.
O comércio de Viña é muito bom, há uma variedade de restaurantes muito grande e como se isso não fosse suficiente, ainda tem 2 Cassinos.
Cassinos?? Êpa, peraí… como assim? Gostei disso!
Em meu grupo tinha um empresário que adora jogar. Sempre que arruma um tempinho ele segue á Punta del Este ou Foz do Iguaçú (no lado Argentino)e se diverte. Não preciso nem dizer que ele ensinou á todos nós como jogar. Como eu não gosto muito de roleta e cartas, fiquei nas “maquininhas”. Muito divertido. Você pode jogar desde dez centavos de Peso á dez mil Pesos por exemplo. Eu ficava só nas mais baixinhas. No final da noite, saí de lá com o equivalente á sessenta Dólares e só gastei para jogar cinco Dólares. Sorte de principiante, parei por ali.
No final, todo mundo sai feliz mesmo que não tenham garantido uma graninha extra.
Aliás, eu fui a única que ganhou.
Seguimos então para Santiago. Vamos voltar ao restaurante 3 Continentes para jantar. Gostamos tanto da comida de lá e como não tínhamos reserva para nenhum restaurante arriscamos ali mesmo. Fomos certeiros. Em poucos minutos já estávamos nos deliciando com aqueles pratos divinos.
O restaurante 3 Continentes tem um atendimento muito bom e a variedade de pratos é bem grande. Em Santiago, a maioria dos restaurantes não possui muita variedade de pratos. Esta é uma boa opção para quem está cansado de comer peixes por exemplo. As pastas de lá são divinas.
Muito papo animado, muita troca de informações, mas eu estava com uma pontinha de tristeza. Afinal aquela era minha última noite com meus novos amigos.
Sem tristeza, comemoramos a vida, a oportunidade de nos esbarrarmos neste caminho e festejamos mais ainda.
No final da noite, lá pelas duas da madrugada pegamos um táxi e voltamos ao hotel.
Tivemos que nos dividir em 2 carros e como eu estava sozinha no De Velasquez, fui logo no primeiro carro com mais um casal que seguiría para o hotel que eles estavam hospedados. E por falar em táxi, não podería fechar a noite de forma melhor. Por fora um táxi normal, mas, por dentro… humm… o carro tinha luzes de pista de dança no teto, no vidro de trás, no painel da frente, e nas portas da frente. O estofado era caramelo e parecia ser lustrado. A parte de cima do painel tinha uma espécie de cobertura de couro bem psicodélica e o taxímetro também era caracterizado. O motorista? Ah, ele estava bem simples com umas roupas estampadas de couro e estava bem animado ouvindo uma espécie de techno-salsa. Fomos rindo até chegar ao hotel.
Fechei com chave de ouro esta noite em Santiago.
Amanhã eu volto com as primeiras informações sobre o vôo e sobre a Ilha de Páscoa.
Até breve.
Agora são 06:20 da manhã em Santiago. Esta madrugada está muito fria aqui. Neste momento estou escrevendo do aeroporto de Santiago enquanto aguardo meu vôo para Ilha de Páscoa que sai ás 08h. Farei um vôo um pouco cansativo, em média de 6 horas sobrevoando o Pacífico e só. Lá embaixo, só água. Vou tentar aproveitar para dormir já que estou “virada” pois quis aproveitar bem meu último dia completo e última noite com meus novos amigos. Ontem realmente foi um dia e uma noite surreal.
Pela manhã acordei bem cedinho, tomei meu café e fui ao Cerro San Cristóbal para aproveitar o lindo dia que estava fazendo. Chamei o Romillo, o motorista da van que nos levou á um restaurante outra noite e como meu tempo estava apertado segui bem rapidinho.
Combinei com ele que iria fazer a subida de funicular e a descida de Teleférico. Ele iría me aguardar na saída do teleférico. Combinamos uma hora e meia de Cerro, acreditava realmente que sería suficiente. Humpf! Como se eu não me conhecesse…
A subida de Funicular é muito divertida. O Funicular é uma espécie de trenzinho aberto onde podemos admirar bem o visual durante a subida. Balança pouco, e como ficamos de pé, a possibilidade de tirar fotos muito bonitas é ainda maior.
Chegando lá no topo do Cerro me deparei com uma paisagem que não tenho como descrever. É simplesmente fantástico! A Cordilheira dos Andes envolvendo a cidade com seus picos nevados é um visual de tirar o fôlego.
Chegando lá, fui logo puxando conversa com o vendedor de uma lojinha de artesanatos que me explicou que nos finais de semana os moradores de Santiago sobem o Cerro para relaxar. Alguns vão de bicicleta, outros sobem de teleférico ou funicular. Realmente estava lotado de famílias, muitas crianças alegres e suas bicicletas. Parecia um comercial de margarina. Tudo tão perfeito, tão lindo… ai, ai, inspirador.
Segui minha “exploração de território”. Subindo um pouco encontrei a imagem da Santa Imaculada. Uma construção enorme no topo do Cerro protegendo os Santiaguinos. Neste momento não pude conter minha emoção. Me senti tão privilegiada de estar ali, de ter tido a chance de conhecer pessoas tão boas nesta viagem e ter tudo correndo tão bem.
É claro que só tinha á agradecer. Durante o caminho até o santuário existe uma capela, e um imenso jardim em vários níveis diferentes muito bonitos e floridos. Uma graça mesmo. Ao fundo podemos ouvir bem suave canções sacras e isso nos leva á uma espécie de transe. Ficamos muito envolvidos com aquele clima. Todos ali presentes estão visivelmente emocionados. O povo de Santiago é muito religioso. Aliás, o Chile é um país muito religioso composto em sua grande maioria de católicos.
Passado um longo período me preparei para descer pelo teleférico e me encontrar com Romillo para voltar rapidamente ao hotel para trocar de roupa e buscar o meu grupo de amigos (maravilhosos) no outro hotel e seguir para um passeio á Viña del Mar e Valparaiso.
Depois de todos reunidos, seguimos em direção á Viña e Val. No caminho como já era de se esperar, muita bagunça. Mais uma vez eu vou mencionar que uma turma de colegial estava mais quieta do que nosso grupo.
No caminho passamos por vários lugares bonitos e paramos em alguns para tirar fotos. Fizemos uma visita rápida á Valparaíso que vem á ser uma cidade que cresceu para os morros. Valparaíso foi o primeiro porto por onde as coisas chegavam no Chile. Como a cidade fica “na beira” do Pacífico, não havia para onde crescer. Então foram subindo os morros e construindo suas casas por lá. É uma cidade pequena e de aspecto velho.
Alguns moradores me disseram que a cidade já foi mais bem cuidada e mais alegre e que hoje parece que ela foi esquecida e ficou “de lado” pelos governantes.
Logo depois seguimos para Viña del mar. esta sim, uma cidade mais jovem, mais bonita, cheia de vida e muito alegre.
O comércio de Viña é muito bom, há uma variedade de restaurantes muito grande e como se isso não fosse suficiente, ainda tem 2 Cassinos.
Cassinos?? Êpa, peraí… como assim? Gostei disso!
Em meu grupo tinha um empresário que adora jogar. Sempre que arruma um tempinho ele segue á Punta del Este ou Foz do Iguaçú (no lado Argentino)e se diverte. Não preciso nem dizer que ele ensinou á todos nós como jogar. Como eu não gosto muito de roleta e cartas, fiquei nas “maquininhas”. Muito divertido. Você pode jogar desde dez centavos de Peso á dez mil Pesos por exemplo. Eu ficava só nas mais baixinhas. No final da noite, saí de lá com o equivalente á sessenta Dólares e só gastei para jogar cinco Dólares. Sorte de principiante, parei por ali.
No final, todo mundo sai feliz mesmo que não tenham garantido uma graninha extra.
Aliás, eu fui a única que ganhou.
Seguimos então para Santiago. Vamos voltar ao restaurante 3 Continentes para jantar. Gostamos tanto da comida de lá e como não tínhamos reserva para nenhum restaurante arriscamos ali mesmo. Fomos certeiros. Em poucos minutos já estávamos nos deliciando com aqueles pratos divinos.
O restaurante 3 Continentes tem um atendimento muito bom e a variedade de pratos é bem grande. Em Santiago, a maioria dos restaurantes não possui muita variedade de pratos. Esta é uma boa opção para quem está cansado de comer peixes por exemplo. As pastas de lá são divinas.
Muito papo animado, muita troca de informações, mas eu estava com uma pontinha de tristeza. Afinal aquela era minha última noite com meus novos amigos.
Sem tristeza, comemoramos a vida, a oportunidade de nos esbarrarmos neste caminho e festejamos mais ainda.
No final da noite, lá pelas duas da madrugada pegamos um táxi e voltamos ao hotel.
Tivemos que nos dividir em 2 carros e como eu estava sozinha no De Velasquez, fui logo no primeiro carro com mais um casal que seguiría para o hotel que eles estavam hospedados. E por falar em táxi, não podería fechar a noite de forma melhor. Por fora um táxi normal, mas, por dentro… humm… o carro tinha luzes de pista de dança no teto, no vidro de trás, no painel da frente, e nas portas da frente. O estofado era caramelo e parecia ser lustrado. A parte de cima do painel tinha uma espécie de cobertura de couro bem psicodélica e o taxímetro também era caracterizado. O motorista? Ah, ele estava bem simples com umas roupas estampadas de couro e estava bem animado ouvindo uma espécie de techno-salsa. Fomos rindo até chegar ao hotel.
Fechei com chave de ouro esta noite em Santiago.
Amanhã eu volto com as primeiras informações sobre o vôo e sobre a Ilha de Páscoa.
Até breve.












